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Carteira de crédito livre deve manter bom ritmo de crescimento até o final do ano

Carteira de crédito livreOs bancos estão mais otimistas com relação ao desempenho da carteira de crédito livre, no qual não há direcionamento obrigatório para os recursos. Para 88,9% dos participantes da Pesquisa FEBRABAN de Economia Bancária, essa modalidade de crédito deve manter, ou ainda acelerar, o bom ritmo de crescimento até o final do ano. O percentual é superior aos 83,3% que acreditavam nesse cenário na última edição do levantamento, feito em maio. Na mesma comparação, caiu de 16,7% para 11,1% a parcela que projeta desaceleração do crescimento.

A Pesquisa FEBRABAN de Economia Bancária é feita a cada 45 dias, logo após a divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). No mês de junho, 19 bancos participaram da pesquisa. Juntos, eles representam cerca de 80% do mercado de crédito brasileiro.

A pesquisa tem como objetivo captar as percepções das instituições financeiras sobre a última ata do Copom e as projeções para o desempenho do mercado de crédito para o ano corrente e o próximo.

As projeções de avanço da carteira livre em 2019 apresentaram ligeira melhora: de 10,9% em maio para 11,0% em junho. O crédito para as famílias é o principal propulsor da expansão e deve registrar crescimento de 12,4% (ante 11,8% apurado na pesquisa feita em maio). Nesse cenário, merecem destaque as linhas de financiamento de veículo, cujas expectativas de crescimento no ano avançaram de 13,2% para 14,0%.

Taxa Selic
Além de projeções para o mercado de crédito, a pesquisa também mapeou as expectativas com relação à evolução da Selic. Todos os participantes acreditam que o Comitê de Política Monetária irá reduzir a taxa básica de juros neste ano, desde que a reforma da previdência seja aprovada pelo menos em 1º turno no Plenário da Câmara dos Deputados. Na última edição da pesquisa, apenas 25% dos respondentes projetavam um cenário de queda dos juros em 2019.

Se a intensificação do afrouxamento monetário é uma unanimidade, o mesmo não se pode dizer da percepção de quando ela deve começar. A maioria (63,2%) espera que a primeira votação da reforma da previdência no plenário da Câmara ocorra apenas em agosto, o que adiaria o início do novo ciclo de cortes na Selic para a reunião de setembro do Copom.

No entanto, para uma parcela significativa dos analistas ouvidos, a probabilidade da votação ocorrer antes do recesso parlamentar não é desprezível. Cerca de um terço dos participantes da pesquisa (31,6%) projeta maior celeridade por parte do Banco Central (BC), com o Copom realizando o primeiro corte já na reunião de julho.

Em relação ao tamanho do corte, 47,4% dos participantes da pesquisa acreditam que ele deve ser de 0,75 pp, com a Selic indo para 5,75% aa. Outros 36,8% foram mais ousados e vêem espaço para um corte ainda maior, de até 1,5 pp.

Por Febraban

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