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IRPF 2026: Receita já recebeu quase 60% das declarações esperadas

Uso da declaração pré-preenchida cresce e retenções em malha fiscal diminuem

Por Comunicação FENACON

A Receita Federal informou que já recebeu 26,2 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, ano-base 2025. O número representa 59,7% do total esperado pelo Fisco para este ano, estimado em 44 milhões de documentos.

Com isso, cerca de 40,3% dos contribuintes ainda não realizaram o envio da declaração. A expectativa da Receita é de aumento no volume de entregas nas últimas semanas do prazo, que termina às 23h59min59s do dia 29 de maio.

Segundo os dados divulgados pelo órgão, 64,8% das declarações entregues até o momento terão direito à restituição, enquanto 19,8% resultaram em imposto a pagar. Outros 15,4% dos contribuintes não possuem imposto devido nem valores a restituir.

A maior parte das declarações foi preenchida pelo programa gerador instalado no computador, utilizado em 76,2% dos envios. Já o preenchimento on-line corresponde a 16,2% das transmissões, enquanto 7,6% dos contribuintes utilizaram o aplicativo Meu Imposto de Renda em celulares e tablets.

A declaração pré-preenchida também segue em alta neste ano. Segundo a Receita Federal, 59,5% dos contribuintes utilizaram a funcionalidade, que disponibiliza uma versão preliminar da declaração com dados já carregados pelo sistema. O modelo simplificado de tributação foi adotado em 55,4% dos envios realizados até agora.

A Receita lembra que quem perder o prazo estará sujeito à multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 1% ao mês sobre o imposto devido, prevalecendo o maior valor.

Entre os obrigados a declarar estão pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025, além de contribuintes com receita bruta de atividade rural superior a R$ 177.920.

O Fisco também divulgou dados atualizados sobre a malha fina. Até o momento, 1.410.027 declarações foram retidas para verificação, o equivalente a 5,6% do total enviado. O percentual apresenta queda gradual em relação às primeiras semanas de entrega, quando o índice superava 10%.

De acordo com a Receita Federal, a redução demonstra avanço no processamento das informações e na regularização de inconsistências por parte de contribuintes e fontes pagadoras.

Com informações da Receita Federal

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