O caso da liberação dos cassinos se assemelha à largada para uma corrida de F1
Imagine um grid de Fórmula 1, com todos os 20 carros prontos para a largada. Todos com o mesmo objetivo: vencer a corrida (mas uns na “pole position” e outros no fundo do grid. Todos com os mesmos meios: um carro de F1 (mas uns com mais potência e downforce, e outros nem tanto). A guerra é a mesma para todos, e todos já sabem qual é o prêmio da vitória. Você se prepara para o momento em que a luz vermelha desaparece.
Mas a corrida só começa mesmo nesse momento. Se você conseguir se preparar e largar melhor, até poderá chegar primeiro à meta, mesmo largando mais atrás.
Tem ocasiões, no mundo dos negócios, em que é assim que funciona. Habitualmente, você se comporta como um conquistador, navegando e tomando para você um mercado já conhecido e ocupado por outros, ou então criando um mercado totalmente novo. Mas o caso da liberação dos cassinos se assemelha mais à largada para uma corrida de F1.
Liberação dos jogos de fortuna, incluindo apostas esportivas
A aprovação do projeto de lei que cancela os efeitos da proibição dos cassinos decretada em 1946 não vai trazer só os cassinos. Junto vêm as casas de máquinas caça-níquel, o velhinho jogo do bicho, os videobingos e as apostas esportivas. Mas atenção, pois a liberação ainda não foi aprovada no Congresso; se não avançar, os jogadores terão de continuar limitados às apostas online e outras formas de jogo pela internet.
Bandeirada verde
Usando uma imagem mais antiga, a aprovação será a bandeirada verde dessa corrida. O prêmio é conhecido: um número limitado de licenças de instalação de cassinos, entre uma a três em cada unidade federativa, dependendo do número de habitantes, e válidas por 30 anos. Se tiver seis empresários querendo abrir cassinos em São Paulo, será certo que só terá lugar para os três primeiros.
A única solução para isso seria que os corredores mudassem as regras da corrida para ter seis vencedores em vez de três. E enquanto a corrida não começar, isso é uma possibilidade. Mudar as regras a meio, isso é que será mais difícil, depois. Na Bahia, por exemplo, as notícias apontam que já teria quatro candidaturas para os dois lugares existentes: Costa do Sauípe, Salvador, Porto Seguro e ainda Chapada Diamantina.
É claro que, para vencer essa corrida, você tem que estar prontíssimo: tem de saber o que será necessário e o que pretendem as autoridades dos cassinos que irão receber as licenças, deverá já ter o financiamento e se assegurar que nada falha.
Você pode passar uma vida inteira se preparando para essa corrida em particular. Silvio Santos, dono do Hotel Jequitimiar no litoral de São Paulo, já preparou esse projeto para receber um cassino, faz duas décadas. Antes mesmo de se saber que teria uma corrida, já ele estava construindo o chassis e montando o motor. Essa é a mentalidade do vencedor!
Fonte: Administradores






