
Veja quanto isso vai custar antes de montar um restaurante ou até mesmo antes de contratar uma equipe muito grande.
É preciso ter um bom planejamento financeiro para que você consiga manter seus funcionários.
Tome conhecimento sobre tudo que é exigido tanto em questões trabalhistas quanto financeiras.
Confira agora quanto custa um funcionário e acabe com as suas dúvidas!
Quanto custa um funcionário?
Todo tipo de comércio ou empresa precisa de pessoas trabalhando.
Manter um funcionário nem sempre é uma questão muito fácil.
Além de fazer um planejamento financeiro correto, você precisar estar ciente sobre os custos reais.
É necessário que todos os encargos trabalhistas sejam pagos corretamente, sem nenhum erro.
E por esta razão você deve saber quanto custa um funcionário.
Manter uma equipe não se trata apenas de pagar o salário. Há toda um processo burocrático de leis trabalhistas que devem ser seguidos.
O real custo de um funcionário pode chegar até 3 vezes o valor do salário pago ao trabalhador.
E claro, pode variar de acordo com o sindicato de cada área, classe e regime de apuração da empresa ou restaurante.
O cálculo precisa ser feito em relação a isso e deve estimar o valor gasto pela empresa, para que assim o funcionário seja mantido conforme a soma das verbas trabalhistas.
Essas verbas normalmente são: 13º salário, adicional de férias, vale alimentação e transporte e contribuição do INSS.
Em casos de demissão, é importante reunir os impostos e encargos previstos em lei.
O verdadeiro custo de um funcionário
O custo de um funcionário não se limita apenas no salário. Existem outros gastos que empresa deve arcar.
O salário representa apenas 32% do custo de um membro da equipe para um restaurante.
Os outros 68% são equivalentes aos impostos e as atribuições aplicadas aos empregados e empregadores.
Considere todos os valores diretos — salários e benefícios— com a contração para calcular de forma correta quanto custo um funcionário.
E não esqueça dos custos indiretos — encargos sociais determinados pela legislação — , que são pagos ao governo.
Se o seu funcionário for pertencendo ao regime CLT, ele tem direitos como 13º salário, férias e fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS) .
Mas, se for um estagiário, os direitos são diferentes, principalmente em questão de carga horária. Confira as regras.
Obrigações coletivas
Algumas obrigações coletivas, como o vale-transporte, não está incluso no salário. É um custo extra, então deve ser pago a parte.
Faça um cálculo que inclua o valor médio da passagem dos transportes necessário que o seu funcionário precisa para chegar ao trabalho.
Vamos supor que ele precise de um transporte para ir e outro para voltar do trabalho.
Cada passagem custa R$ 3,85, então temos um total de R$7,50 por dia, o que dá R$ 86,25 (durante 22 dias úteis).
O funcionário contribui com 6% do seu salário para o vale-transporte.
Então, se ele recebe R$ 1.200, R$ 72 são descontados da folha de pagamento e o restante fica para o patrão assumir.
Quanto ao vale-alimentação, o sindicato dos trabalhadores pode determinar o valor conforme a categoria.
Pegando isso como base, vamos considerar que o ticket diário seja R$18. No final do mês, terá um total de R$ 396 (18×22).
Encargos Sociais
Quando se fala em quanto custa um funcionário os encargos sociais podem ser esquecidos. O que é um grande erro.
Quando se contrata um novo membro para a equipe, o patrão deve assumir 37% do valor do salário líquido com os encargos sociais.
Deste valor (de 37%), 29% representa à contribuição patronal (INSS) .
Em relação a um salário de R$ 1.000, esse valor é de R$ 290. Os 8% restantes são relativos ao fundo de garantia (FGTS) , o que resulta no valor de R$ 80.
Para um salário de R$ 1.000, por exemplo, isso corresponde a R$ 290.
Além disso, outros 8% vão para o FGTS, o que dá R$80 somados ao rendimento.
Pense também nos gastos periódicos, como o décimo terceiro salário.
Na prática, é como se o patrão fosse arcar com 8,33% por mês para chegar a 100% no final de 12 meses.
Mas saiba que o crescimento do 13º representa mais R$ 83,30.
E as férias correspondem ao mesmo valor, porém com o adicional de 1/3, ou seja, mais R$ 110,10.
Custo Total
A soma total de todos os encargos sociais e demais obrigações, de um funcionário que ganha R$ 1.000, tem um custo aproximado de R$ 2.270.
Tenha noção de que este valor pode ser até maior, já que pode haver variação em relação a quantidade de transportes que o funcionário usa e até da classe que ele pertence.
Regime tributário e custo por funcionário
Se a sua empresa ou restaurante optar pelo Lucro Real ou Lucro Presumido, os encargos sociais mensais por funcionário são divididos da seguinte forma:
13º salário: 8,33%;
férias: 11,11%;
INSS: 20% a 29%;
SAT (seguro por acidente de trabalho): até 3%;
salário-educação: 2,5%;
INCRA/SENAI/SESI/SEBRAE: 3,3% a 5%;
FGTS: 8%;
FGTS/multa para rescisão: 4%;
previdenciário sobre 13º, férias, DSR (descanso semanal remunerado): 7,93%;
total aproximado (priorizando os menores percentuais): 70%.
E, se você for da categoria Simples Nacional, fique sabendo que está livre do encargo patronal (INSS) , salário-educação, SAT e contribuições ao INCRA e outras entidades similares.
Veja abaixo quais são os encargos que você deve arcar:
13º salário: 8,33;
férias: 11,11%;
FGTS: 8%;
FGTS/multa para rescisão: 4%
previdenciário sobre 13º, férias, DSR: 7,93%
total: 39,37%.
Fonte: Blog saipos