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Secretaria de Política Econômica avalia resultado do PIB no primeiro trimestre de 2019

PIBO crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2019 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de -0,2% com relação ao quarto trimestre de 2018, e de 0,5% com relação ao primeiro trimestre de 2018. Tal resultado deixa claro que a economia brasileira se depara com importantes desafios. O país encontra-se em um ambiente de crise fiscal, desemprego elevado e produtividade estagnada, resultados perversos de políticas equivocadas adotadas na última década.

O problema de misallocation (má alocação de recursos), promovido por políticas de estímulos a setores específicos, e a deterioração das contas públicas resultaram no aumento da incerteza econômica, na queda da produtividade e dos investimentos e no aumento do desemprego na presente década. O quadro atual ainda é resultado desse ambiente construído por muitos anos e sua reversão requer elevado esforço, por parte do governo e da sociedade brasileira.

Além das restrições de caráter estrutural ao crescimento da economia brasileira, diversos choques de curto prazo se refletiram negativamente no resultado do PIB no primeiro trimestre. O ambiente externo caracterizou-se por incertezas e crescimento relativamente lento, reduzindo o potencial tanto do comércio exterior quanto dos fluxos de investimentos. Com isso, projetos foram adiados e a recuperação da economia revelou-se mais lenta do que o esperado no início do ano.

A agropecuária teve reflexos de intempéries climáticas no início do ano. Todavia, as estimativas mais recentes apontam para recuperação da safra ao longo do ano, o que deverá contribuir para a retomada do PIB do setor agropecuário. No caso da indústria, houve impacto da tragédia de Brumadinho (MG) com reflexos na produção extrativa mineral. Para a indústria de transformação, a crise na Argentina gerou reflexos nas exportações brasileiras de manufaturados. Constata-se desempenho positivo do comércio no 1º trimestre de 2019, gerando carry over (efeito carregamento) de 2% para o ano de 2019, o que contribuirá para o resultado do PIB de serviços.

Segundo a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia (SPE/ME), para recuperar o crescimento o Brasil tem dois desafios principais: quadro fiscal deteriorado e baixa produtividade. A Nova Previdência representa o primeiro e crucial passo rumo à sustentabilidade das finanças públicas, reduzindo incertezas quanto ao quadro macroeconômico futuro para que possa haver novos investimentos.

A fim de elevar a produtividade, um amplo conjunto de políticas pró-mercado está em elaboração ou implementação pelo governo com o objetivo de reduzir ineficiências alocativas e gerar diminuição de custos no setor produtivo. Dentre estas, pode-se destacar a reforma tributária, abertura comercial, aperfeiçoamento do mercado financeiro e de capitais, programas de concessão e privatização na área de infraestrutura, choque de energia barata, combate à corrupção e aos desperdícios no setor público, e eliminação de gastos tributários e subsídios financeiros e creditícios ineficientes.

Na avaliação da SPE, a economia brasileira foi marcada por baixo crescimento nos últimos 40 anos. Nesse período, diversas políticas de estímulo à demanda foram implementadas, demonstrando-se incapazes de promover crescimento sustentado. Precisamos de políticas pelo lado da oferta que visem o crescimento não apenas agora, mas também no médio e longo prazos.

Por Ministério da Economia

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