
De acordo com Nagamine, estados como São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentam idade média de aposentadoria mais baixa que estados das Regiões Norte e Nordeste. Isso ocorre porque, nesses estados, a proporção de aposentados por tempo de contribuição é maior que a de aposentados por idade. “Na aposentadoria por tempo de contribuição, em que o valor do benefício é maior, a idade média de aposentadoria é de 54 anos. Na aposentadoria por idade, em que o valor é bem menor, a idade média passa para 63 anos”, afirmou Nagamine.
O estudo aponta também que os segurados que se aposentam mais cedo passam até 30% da vida recebendo o benefício. “Mais de 20% das mulheres se aposentam por tempo de contribuição antes dos 50 anos, em plena capacidade laboral, continuam trabalhando, acumulando salário e aposentadoria”, disse o subsecretário.
Além disso, o aumento da expectativa de vida da população afeta diretamente o tempo de duração dos benefícios. Ao comparar os anos de 1999 e 2018, considerando os benefícios cessados em decorrência de óbito, o estudo constatou aumento médio de oito anos na duração das aposentadorias urbanas por tempo de contribuição. Em 1999, os segurados recebiam o benefício, em média, durante 13 anos; em 2018, esse período passou para 21 anos.
“A Previdência tem por objetivo garantir uma renda para quem perde a capacidade laboral, mas está havendo distorções na interpretação desse conceito” acrescentou Nagamine.
Por Talita Lorena Nunes de Souza / Secretaria de Previdência